Pegue uma xícara, sirva-se e fique à vontade. Quinta-feira, 03 de abril de 2025

07 julho 2012

Èmille Zola - Germinal

                                                    “... esta mina tem uma péssima reputação, graças aos inúmero acidentes que lá acontecem, seja na descida, seja nasubida, seja por causado
ar sufocante ou das explosões de grisu, ou dos lençóis de água subterrâneos, ou do
                            desmoronamento de antigas galerias. (...) é um lugar sombrio e à primeira vista tudo à sua vizinhança tem um aspecto melancólico e fúnebre”  


     Escrita na turbulência do século XIX, auge de um período de grande agitação na Europa, Germinal é uma das obras mais representativas do naturalismo, melhor dizendo, obra que inaugura o movimento que logo veio a se espalhar por todo mundo literário, a realidade aqui retratada busca descrever, por meio de observação fiel, que o individuo localizado nesse período/ espaço/ tempo é determinado pelo ambiente e pela hereditariedade.
    Zola que transforma o drama do povo numa verdadeira epopéia, foi um dos pioneiros a retratar com severidade o proletariado, e que, em o Germinal o faz de maneira a captar todas as angústias e desilusões de uma classe trabalhadora que visa, muitas das vezes, ter somente o que comer. Através de uma linguagem popular, usada no dia a dia, aborda um diálogo aberto, porem sutil, sobre sexo, o que nos dá a impressão de estarmos lendo uma obra contemporânea.
     Publicado em 1885 e baseada em acontecimentos verídicos nos mostra a luta de operários/ trabalhadores das minas de carvão do Norte da França, mais que um relato podemos dizer que é uma denúncia das péssimas condições tanto de trabalho, quanto de vida que estes eram obrigados a se submeter para que pudessem sobreviver.

“(...) Aquela parte do veio de Filonnière era tão estreita que os britadores, prensados entre a parede e o teto, esfolavam os cotovelos para retirar o carvão. Além do mais, era extremamente úmida. (...) Como os mineiros viviam em contato com o gás grisu, nem se sentiam mais o peso das pálpebras. Às vezes, quando a luz do lampião enfraquecia e tornava-se azulada, um mineiro colocava o ouvido contra o veio e escutava o ruído do gás, o ar que borbulhava nas fendas.”
      
Blog: Casabibliofilia
      Parte da impactante narração se deve às suas costumeiras pesquisa sociológicas de caráter científico, pois Zola passou dois meses na região das minas e trabalhou como mineiro, vivendo nas mesmas condições, se alimentando nas mesmas tavernas de modo que pudesse se familiarizar com aquela atmosfera e principalmente com a recessão econômica e agrícola que permeava todo o contexto.
     Ele que inspirou vários de nossos escritores a produzirem os primeiros romances naturalistas no Brasil encontra nas figuras de Aluísio de Azevedo – O mulato, Casa e pensão, O cortiço-, Júlio Ribeiro – A carne-, Inglês de Sousa – O Missionário, Adolfo Caminha – A normalista- grandes admiradores e em Portugal não mais, não menos que Eça de Queiroz – O crime do padre Amaro, Primo Basílio-, grande representante do naturalismo em Portugal.
    Germinal que no calendário da Revolução Francesa é o nome do primeiro mês da primavera, que é quando as sementes das novas plantas que germinam. Usado na narrativa como uma alegoria como o germe da transformação social, que por mais que tente extraí-lo, este sempre volta a nascer.
      Uma narrativa que apesar de todo cunho realista, que por vezes choca, consegue abarcar toda esperança de uma nova ordem social vindoura, uma obra que por sua constituição formal nos faz sentir na escuridão, na própria mina, mas que ao seu final nos leva a um novo dia repleto de luz e esperanças.

       “(...) O sol de abril brilhava em toda a sua glória, aquecendo a terra, em que germinam as sementes. A vida desabrocha com toda força, os brotos apareciam em folhas verdes, a relva nascia. Em toda parte as sementes cresciam e brotavam, para fora da terra, em busca de luz e calor. (...) Aos raios inflamados do sol, naquela manhã de juventude, o campo estava todo tomado por aquele rumor. Os homens brotavam, eram um exército coberto de carvão, vingador, que germinava lentamente da terra, para crescer nas colheitas do século seguinte. A germinação daquele exército logo faria explodir a terra.

Postado por: Wacinom
Hora:escura
Data real:2011 

 

03 julho 2012

Nada Sem Ti


 
Algo falha em minha mente
Não funciona simplesmente
Nem sequer sei sorrir
Quando estou sem ti

Você é a fantasia
Que num instante me domina
Se te tenho, isso, não sei
Se te perco, isso sim, já pensei
Nada, nada sem ti
Agora que não estás aqui

Sinto me segura quando estás aí
Ao meu lado a olhar para mim
Pois, se não, me sinto fora
Me sinto morta
Nada, nada sem ti
Agora que não estás aqui

Nada

Dizem que pessoas duras não choram
Assisto a um jogo de futebol
Não, não é isso que vejo
Abro um livro
Não, não é isso que leio

Como pouco, bebo muito
Não posso dormir
Minha cabeça está oca
Minhas palavras vazias
Um tipo de desatino
Quando estou sem ti
Nada, nada sem ti
Agora que não estas aqui

Necessito-te junto a mim
Sem saber o que fazer
Tento relembrar, reencontrar meu ser
Mas nada consigo ver
E ainda procuro
Tento relembrar, reencontrar meu ser
Ouço os ruídos da noite
Sigo seus paços de dia
Mas                                                                                                                           
Nada, nada sem ti                                                                            
Agora que não estas aqui 

Postado por:Wacinom
Hora: nenhuma
Data real: 01/07/2012  
Depois de uma era gelada 

 

06 maio 2012

Luz do Querer



Por Gabriel Sater





Te tanto olhar e nem me ver
Passar diante de mim sem me notar
Às vezes me tocar sem nem sentir
Nem se quer perceber a luz do querer no meu olhar


Radiante como a luz do sol
Te vi passar em uma manhã de abril
O intenso azul do céu e o vento frio
Espalhavam as folhar no chão 
Também meu coração batia mais que um tambor


Contente ao te ver passar 
Poesia do sorriso ao olhar
Na alameda azul a evolar
Um perfume de orvalho e flor
Luminosa visão pro meu coração


Às vezes fecho os olhos pra te ver
e ouço no silêncio a sua voz
Sinto teu calor sem te tocar
Imagino teus beijos de mar
Arde em meu coração o sol de verão


Radiante como a luz do sol
Te vi passar em uma manhã de abril
O intenso azul do céu e o vento frio
Espalhavam as folhar no chão 
Também meu coração batia mais que um tambor


De tanto olhar e nem me ver
Passar diante de mim sem me notar
Escrevo minha música no ar
Pra você perceber a luz do querer no meu olhar
Pra você perceber a luz do querer no meu olhar


Por: Wacinom
Hora: do querer
Data real: frio/nublado/indiferente



22 abril 2012

O que eu não sou


" Se pelo menos meu pensamento não sangrasse.
Se pelo menos meu coração não tivesse memória.
Como seria menos linda e mais suave a minha história."
                                                                                                          Cacaso
Chicas

Eu não sou poeta nem quero ser
A canção eu fiz pra sobreviver
Coração aperta, canto pra respirar
Toco minha viola pra poder sonhar

Eu não quero nada que faz doer
Quero amar o mundo, quero amar você
Quando você não está
Eu vou tocar tambor
Extraviar no pulso toda minha dor

Um dia o amor acaba
Invade a dor deságua
Transborda minha alma
Vazia está agora

Eu não sou maluca nem quero ser
Mas a noite passa
E eu não vou dormir
As flores me agradam
Tentam me colorir
Toco uma toada para poder te ouvir

Eu não sou ateu nem quero ser
Deus te abençoe rezo por você
Eu tocar a flauta pra me me despedir
De longe minha alma vai velar por ti


Postador por: Wacinom
Hora: passou
Data real: o quê?

15 abril 2012

Ciência ou Deus?


Blog: Cordeiros da humanidade


   Todos nos vemos como donos do nosso próprio destino, capazes de determinar nossa própria sorte.
   Mas, realmente podemos decidir quando levantar ou quando cair? Ou será uma força maior que indica a direção correta, ou será a evolução que nos pega pela mão e aponta o caminho? A ciência ou Deus que intervêm e nos mantém a salvo?
   Apesar de todo seu poder, o homem não pode escolher o próprio caminho. Ele só pode decidir como vai reagir quando ouvir o chamado do destino e esperar que tenha coragem de atê-lo.


Postado por: Wacinom
Hora: decisiva
Data real: (e)agora 


25 março 2012

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