Pegue uma xícara, sirva-se e fique à vontade. Sexta-feira, 04 de abril de 2025

31 dezembro 2009

E que natal!?

Brinquedo de Papel

Desenhar nunca foi meu forte mesmo, mas é assim que me sinto – pensativa, pois gostaria de escrever algo legal sobre o natal, mas...

O natal passou, o dia 1º de janeiro está aí e eu não consigo encontrar nada para falar, embora não se fale de outra coisa, tudo é natal.

Já sei, posso falar das luzes da avenida Paulista, das árvores de material reciclado espalhadas por toda cidade.

Ah! posso falar também das inúmeras mensagens que recebi por e-mail de pessoas que nunca ouvi falar. Sem esquecer, de comentar sobre os presentes que não comprei, do vinho que não bebi, das pessoas que não vi, mas gostaria de ter visto, da ceia, do calor, das chuvas, ufa!
Mas quem é aquele cara vestido de vermelho nesse calor infernal? Não é quem vocês estão pensando, me refiro ao Papai Noel.
Até as crianças já sabem que ele não existe, mas eles insistem mesmo assim.
E Olha que estou pegando leve isso, porque Charles Dickens conseguiu uma proeza (o cara era bom mesmo), fazer com que eu me simpatizasse um pouco mais com o natal, mas só um pouco.
Pois além de conseguir ir a um lugar muito gelado e sem chuvas, conheci os espíritos dos natais passados – é sempre bom conhecer gente nova. Se puder ler “O Conto de Natal”, talvez consiga entender o que tento dizer.
Mas, enquanto uns se ocupam com a decoração de suas casas, outros procuram suas submersas casas.
Enquanto uns se ocupam com suas suntuosas ceias, outros pedem a essa lendária figura uma cesta básica.


“Já faz tempo que eu pedi,
Mas o meu PaPai Noel não vem...
Eu pensei que todo mundo
Fosse filho de Papai Noel...”

Essa é a tal noite Feliz?

Postado: Depois do Natal.
Hora: Não sei, já passou.
Data real: 29/12/2007

30 dezembro 2009

A um ausente

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.


Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?


Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.


Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.

Carlos Drumonnd de Andrade

Postado por: alguém saudoso
Hora: da saudade
Data real: 30/12/2009

18 dezembro 2009

Desafio





Como desisti do desafio anterior - 50 livros por ano - , gostaria de encarar este, só que minha imaginação e meu tempo andam de férias, não consigo pensar em nada.
Diante dessa confissão, gostaria de receber indicações de leituras, claro dentro das especificações que seguem, e convidar que  estiver a fim para participar.
O desafio foi lancado pela Vivi do blog " Romance Gracinha", passa lá e dê uma olhadinha nas regras.

Olha só ...

Agenda do Desafio 2010 By RG

Janeiro – Para facilitar a vida de todas, leituras rápidas para o primeiro mês do ano. O desafio é ler um Romance de Banca ao estilo da Nova Cultural, Harlequin, entre outros livros vendidos em bancas. Vale qualquer segmento, Clássico Históricos, Momentos Íntimos, Júlia, Sabrina, etc… Tenho certeza que você tem um livro na pilha esperando para ser lido. Portanto não há desculpas.

Fevereiro – Um livro que nos remeta aos contos de fada. È baba! Nem tudo é inovação. Há muitas histórias baseadas nos contos de fadas. Patinho Feio, A bela e a fera, Cinderela…

Março – Um clássico da Literatura universal. Só vale aquele que você nunca leu na vida. Sabe aquela coleção em destaque na estante que está lá só para fazer bonito? È lá que você vai pescar esse.

Abril – Um livro de escritor(a)Latino-Americano. Leitura inédita só para lembrar!

Maio – Para aliviar, vai aí um Chick-lit. O mar está para peixe no que diz respeito ao gênero.

Junho – Um livro de uma escritora brasileira.

Julho – Um livro adaptado para o cinema. O que mais há ultimamente!

Agosto – Um romance policial. Vale os autores mais clássicos ou autores do romance “romântico” policial.

Setembro – Um romance histórico. Cá entre nós, esse gênero é o queridinho de muitas!

Outubro – Um livro que contenha uma lição de vida. Pode ser ficção ou não-ficção. Viu como facilitei?

Novembro – Um livro de escritor(a) de Portugal. Com a aproximação ortográfica porque não uma aproximação literária?

Dezembro – Um livro (ficção ou não ficção) que tenha a palavra “Coração” no título.


Postado por: Wacinom
Hora: xi, não sei
Data real: 18/12/2009

02 dezembro 2009

Poesia muda

Quisera ser poeta,
Encontrar a palavra certa
A imagem perfeita
Para o silêncio seu.

Me conta,
O que aconteceu.
O sonho,
A lembrança,
O desejo.
O que se perdeu?

Quisera ser poeta
Para em versos
Transformar o silêncio seu
E trazer seus sonhos
Para perto dos meus.

Me conta,
O que aconteceu.

Quisera ser poeta
Prisioneiro seu
Fazer seu silêncio
Companheiro meu.
Quem dera.

Me conta,
O que aconteceu.
As palavras se perderam
Em negativos,
As lembranças
Em fotografias
Ou apenas na rotina,
No dia-a-dia?

Me conta,
O que aconteceu.

Quisera ser poeta,
Devolver os sonhos seus
Nesses versos meus.

Me conta,
O que aconteceu?

Silêncio!

Postado por:Wacinom
Hora: silenciosa
Data real: dia surdo

19 novembro 2009

Só para constar

Acabei de ler “A revolução dos Bichos – um conto de fadas” de George Orwell.

Uma analogia histórica em que George Orwell expõe alegoricamente o regime de Stalin para, na verdade, criticar todo e qualquer sistema totalitário.

“Qualquer um que conheça um pouco da Revolução Russa irá perceber as semelhanças”

Nossa! E eu que pensei que esse “cara” fosse uma espécie de “Nostradamus” e que esse livro fosse um anuário de previsões 2008. Tem certeza? Não é mesmo?

“Nunca antes na história desse país alguns animais foram tão iguais aos outros. Tudo bem, uns são mais iguais ainda.”

Postado: Como assim “CUMPAÑEIRO”?
Hora: Do Brasil!
Data real: 30/12/2007

10 novembro 2009

Concepções Sublimes



Meu amor não tem asas
Não alça vôo nos horizontes do desejo
Dispensa segredos
Adora beijo

Meu amor não tem asas
É amor de querer bem,
de bem querer
De querer estar perto
De perto estar por qualquer coisa
Querer ouvir
Querer sentir

Meu amor não tem asas,
Mas longe vai
Perto fica.

Meu amor não tem asas,
Apenas voa para
junto de Ti.


Postado por: um andante 
Hora: vôo
Data real: 10/11/2009

08 novembro 2009

Mais um selinho

Esse é o segundo selinho que ganho do meu Amigo Maycon do "Sussuros Íntimos", e como a modéstia me cerca, eis só agora meu agradecimento público.




Indicações:


Postado por: ué?
Hora: hum... modesta
Data Real: 08/11/2009

23 outubro 2009

Qualquer coisa

Ultimamente a vida tem dado na minha cara.
Caras de pau, olham para minha cara lavada
querendo cravar suas cretinices em meus cravos.
Caras canalhas
Cultivam crises crescente diante
de suas caras metades.
Carência,esquisofrenia ou discalculia?
Minha cara cretina não basta para calar?

Caralho! Para quê?
 
Postado por: qual a duvida?
Hora: qualquer uma
Data real: hum... Caramba!!!!

19 outubro 2009

Solidão?

"(...) quanto mais experiência de solidão alguém tem, mais paradoxalmente se vive a sensação de que essa experiência não é precisamente de ostracismo ou de isolamento, senão de proximidade com os demais."

Ronaldo Bressane

e mais ...

“É surpreendente que não possamos começar a compreender nossa relação com os demais até que fiquemos sozinhos. E quanto mais sozinho alguém está, quando mais se funde à solidão, mais profundamente sente essa relação“

Paul Auster

Postado por: mim, escrito por eles
Hora: sozinha
Data real: 19/10/2009


14 outubro 2009

Saliva

Calda amarga que embebeda o pudim alheio.
Quer um pedaço do meu?

Postado por: Ser em Construção
Hora: do enjôo
Data real: hugr...

05 outubro 2009

Tragédia


"A vida é uma estória tola e sem sentido, narrada
por um idiota e que no final não significa nada."


Postado por: que diferença faz?
Hora: trágica
Data real: não importa

23 setembro 2009

Aonde nenhum homem jamais esteve

"Depois de um tempo o senhor, talvez descobrirá
que possuir não é assim tão bom quanto desejar"

Mr.Spock

Postado por: alferes
Hora: lógica
Data estelar :10457.2

14 setembro 2009

Volto Logo

Não estou conseguindo preservar minha essência humana como valor absoluto.
Não me droguei.
Não me tranquei no quarto e
ainda tenho alguns trocados.
Cercada pela sordidez, ainda não enloqueci.

Postado por: um ser alienado
Hora: da novela
Data real: dia do Faustão

10 agosto 2009

Orgulho e Preconceito

Por Neide A. Silva


"É uma verdade universalmente aceita que um homem solteiro, dotado de uma certa fortuna, precisa de uma esposa". Pois bem, assim começa o romance Orgulho e Preconceito (1813) de Jane Austen (1775-1817), romancista inglesa que viveu na virada do século XVIII para o XIX. Austen foi a primeira mulher a se tornar uma romancista importante. Sua obra esboça um painel da sociedade rural da Inglaterra, concebida como um universo próprio e completo. A romancista inglesa narra suas estórias de dentro das casas, do interior da sala de estar das famílias transitando graciosamente por entre portas e até mesmo debruçando-se nas janelas de onde observa a todos. Foi sobre a história social das famílias de proprietários rurais ingleses daquele tempo que a romancista escreveu. Por tratar-se de um contexto social “estático”, o aspecto dos relacionamentos exclusivamente pessoais torna-se fundamentalmente importante. Jane Austen não escrevia por nenhuma causa nobre. Escrevia porque queria! Mas queria, mesmo, era divertir a todos os seus leitores. Não é outro, pois, o objetivo de seus livros. Essas obras não existem para melhorar a vida das pessoas, mas para satisfazê-las e dar-lhes alegria e prazer. Bem, no bojo dessa sociedade, às mulheres cabia o matrimônio e a maternidade. E era justamente no interior dos salões de baile que todo o contato público entre “moçoilas casadoras” e rapazes acontecia. Dançar era absolutamente fundamental para aquela sociedade, pois era este o caminho para se encontrar um bom marido e uma boa esposa. Quando se ia a um baile, ou se houvesse dança no final de uma festa, os jovens quase sempre estariam na presença de seus pais. Portanto, toda a côrte que se instaurava entre rapazes e moças deveria seguir um código de etiqueta bem rígido, segundo o qual os jovens não poderiam se falar a sós, a não ser quando dançavam. Era o único momento em que ficavam sozinhos, ainda que em público. Olhares e trejeitos adquirem, assim, extrema relevância. Durante os bailes, homens e mulheres podiam ficar juntos sem uma dama de companhia por longos períodos e podiam, desse modo, conversar. É por isso que a idéia dos bailes era tão empolgante para todos, especialmente para as “moçoilas casadoras”. Se você só pode ter contato físico durante a dança, então dançar com alguém é eletrizante. A fruição do romance Orgulho e Preconceito nos leva a exprimentar esse estado de coisas.Assim sendo, prezado leitor, desprovido de qualquer orgulho ou preconceito embarque nessa viagem fascinante em direção à Inglaterra do início do século XX.


Postado por : Wacinom, escrito por ela
Hora: antes do baile
Data real: século XXI

04 agosto 2009

Máxima de um covarde

Habitue-se com o que lhe é conveniente.




Postado por : Ser em Construção
Hora: agora
Data Real : Hoje

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