Pegue uma xícara, sirva-se e fique à vontade.

02 março 2008

Finados

O Tão Esperado Feriado

Tudo parecia normal, pela manhã todos executando suas tarefas como sempre, tudo aparentemente tranqüilo, faço o de sempre como sempre.Só não tomo café, pois já havia feito – fato não tão mais descabido, pois teria agora outro estímulo para fazê-lo tão cedo, mas deixemos o café de lado.Voltemos para cena anterior quando tudo estava bem até o momento em que todos começam chegar. É ... Acho que esse foi um dia de atrasos e como num passe de mágicas todos começam a falar ao mesmo tempo. A-di-vi-nha? O feriado de finados.




Que saaaaaaaaaaaacooooooooooo! Principalmente porque não viajo, nesses dias eu prefiro ficar em casa, sem falar que não iria à faculdade, perderia minhas aulas prediletas e não tomaria meu café da manhã, mas é feriado prolongado dia de lavar o carro, de assistir a todos os esportes na tv, ouvir Roberto Carlos ao fundo de várias batedeiras e liquidificadores vizinhos, sem falar que se houver sol, o melhor mesmo e lavar roupa.O Bom é que logo depois disso a tarde começa a cair com um novo perfume, de um lado laranja, chocolate com baunilha do outro, e mais amaciante e sabão em pó, sem falar de cera, que de tanto lustrar já nem deveria mais estar no carro, o lado bom do feriado!
Há algum?
Retornando ao tão esperado feriado não escuto outra coisa a não ser: “ E aí vamos pra balada? Meu! Cê tem que ir Cara! É VIP,vai ficar em casa morgando no feriado?”
Será que sou obrigada a ficar ouvindo isso? Ô falta de escolha – ainda bem que não sou surda.
E aquilo tudo começou a me contagiar, não sei se positivamente, mas só sei que não agüentava mais ficar sentada contando meus canhotos – outro porre.
Ah! Que vontade de ir embora, não conseguia trabalhar mesmo, infelizmente não podia – sou celetista lembram?
Pois aceitando esse fato – mas não conformada – verifico meu correio eletrônico para saber se havia alguma mensagem ... Várias, mas nenhuma que eu quisesse realmente ler, então começo a fuçar nos verdadeiros blogs, o que me tornava ainda mais inquieta.
A vontade de ir emboraaaaaaaaaaaaaa! Continua....
Jogo a palavra embora em um site de busca e aparece o poema: Vou me embora para Pasárgada* - e o assunto do feriado não cessava. Nesse ínterim leio o poema e uma crônica da qual já falei As minhas Senhoras* e por aí vai seguindo a tarde entre um poema, um telefonema aqui, outro lá.
Mas agitação crescia a cada hora passada.
Que saaaaaaaaaaco!O que faço?
Não gosto de feriados principalmente finados que sempre chove, mas não podemos negar fato de que seja tão esperado.
De repente, não mais que de repente ao ler Bandeira me pego trabalhando na construção de uma paródia Vou me embora para Balada* minha amiga da baia ao lado me olha de maneira estranha e diz: “ só você para ter essas idéias” ou pior “você é louca”.
Acho que Poe (Edgar Allan Poe é... aquele que escreveu o "Corvo" ou se preferirem " The Raven") se orgulharia de mim nesse momento, pois enfim saiu a paródia a custa de muito trabalho não inspiração (risos, muitos rioso), pois escolhi a dedo cada palavra (quer saber mais sobre inspiração X transpiração? Vai lá e dê uma olhadinha em Filosofia da Composição*)

Enquanto uns se preocupam com a “balada” outros choram por seus finados.


Postado: hoje mesmo, mas construído... ah! você já sabe ...
Na véspera do feriado de finados.
Data real:01/11/2007

Um comentário:

Carlos Couto disse...

Veja lá...

http://carloscouto.blogspot.com/2009/08/epitafio.html

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