Pegue uma xícara, sirva-se e fique à vontade.

16 março 2008

A Lírica de Schulz

Hoje não sei como começar, mas algo de inusitado aconteceu... é aconteceu.
Viram? Estou dando voltas até que pense como narrar aquela manhã de sábado – acho que ainda feriado prolongado , o tal finados*.

Acordei ... e como estava sem conexão, fui até a sala para usar o computador, quando vejo na tv (canal aberto não tenho tv a cabo) o desenho do Snoopy ou se preferirem a turma do Charlie Brown, achando que se tratava de um desenho curto sento no braço do sofá para dar uma espiadinha e quando reparei já estava confortavelmente deitada – isso é uma raridade.

Sempre gostei desse desenho, mas parecia a primeira vez que o assistia – acho que era mesmo – pois jamais reparara na trilha sonora, nos detalhes de pano de fundo, nas personagens e todo o resto. Acho que nunca tinha assistido, pois quando se é criança tudo é diversão. Pena que a gente cresce!

É claro que Charlie está desolado sentado à porta quando chega Paty Pimentinha para tentar anima-lo e o convida a ir ao parque de diversão – Não me lembro, mas acho que ela é apaixonada por ele-, no parque ela pergunta: “ O que e amor para você Chuck?”


“ É... Hum... Meu pai tinha uma carro 1964 e dava carona para uma moça, quando chegava ele saía do carro dava a volta e abria a porta, dava a volta por trás e quando chegava ao outro lado ela esticava seu braço, fechava a porta e ficava fazendo careta para ele que ficava parado rindo do lado de fora (...). Eu acho que isso é amor!

Todas aquelas palavras me tocaram – ainda bem que cresci. O que Schulz realmente quisera dizer com tudo aquele lirismo?
Será que amor é como uma carona? Você tem por um tempo, mas depois um dos dois se muda e “puft”, já era a carona?
Não. Acho que é mais do que isso. Amor é uma carona para qualquer lugar, desde que esteja preparado para as caretas do trajeto ou das caretas fazer sempre um motivo para sorrir.
Tudo isso é possível. O primeiro passo é aceitar a carona!

Há outra frase de Charlie que me chamou a atenção: “ Porque não podemos reunir todas as pessoas que gostamos no mundo para ficar todos juntos? Alguém sempre diz adeus!”
É aquilo que falava sobre a carona.

“ Sabe o que eu preciso?
Dizer mais olá”


Postado: Por esses dias
Hora: Por essas horas
Data real: 04/11/2007

Um comentário:

Carol Bottacin disse...

Sou suspeita para dizer qualquer coisa sobre Peanuts, acho a obra do Schulz genial.
É como você disse, só entendemos e percebemos algumas coisas quando crescemos...
Estou na casa dos 30 e ainda assisto :)

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