Pegue uma xícara, sirva-se e fique à vontade. Quinta-feira, 03 de abril de 2025

15 julho 2008

A última Tira

Só para não ficar devendo, lá vai a última tira de Schulz que retirei de um blog “ Tiras do Snoopy” que para quem gosta do Snoopy vale a pena conferir e quem não conhece, mãos à obra.
Oops... não pare de ler agora ok! Há também as tirinhas lançadas a pouco pela LP&M em pequenos livrinhos – são os pockets books – o bom é que dá para levar a qualquer lugar.


A tira de Calvin & Haroldo é triste, mas essa é muito mais, não por questão de preferência, mas por saber que Schulz foi obrigado a parar, pois sofria da síndrome de Parkinson, que se caracteriza por uma desordem progressiva do movimento, o que dava às tiras um traço diferente e que provavelmente não o permitiu continuar.
Charles Monroe Schulz faleceu em 12 de fevereiro de 2007.

Postado: No mesmo dia em que fui “grande”
Hora: Só não na mesma hora.
Data real:17/11/2007


Ainda HQ

Não poderia deixar de comentar o post HQ no qual escrevo sobre uma suposta última tira de Calvin & Haroldo, não de Bill Watterson o criador, mas de uma fã que sabendo que Bill provavelmente acometido pela Síndrome de BarTleby - publicou sua última tira em 1995 – não assinava mais autógrafos, não concedia entrevistas e não mais recebia cartas dos fãs.


Para entender melhor: Síndrome de Bartleby é o mal endêmico das letras contemporâneas, é a pulsão negativa ou a atração pelo nada, que faz certos criadores mesmo tendo consciência literária muito exigente (ou talvez precisamente por isso), nunca cheguem a escrever, ou então escrevam um ou dois livros, e depois renunciem à escrita, ou ainda, após retornarem sem problema a uma obra em andamento fiquem literalmente paralisados para sempre.

É escrever é mesmo desafiador, digo isso, porque ao começar o post não imaginava que tomaria esse rumo, mas aqui estamos.
Realmente uma tira triste e trocadilhos à parte uma das mais representativas de uma realidade que mesmo que lutemos contra, nos traz a real, nos tiram as asas e nos fincam os pés no conformismo social.

“It’s a magical world, al buddy...
Let’s go exploring.”

Postado: num dia real, do mundo real.
Hora: numa hora Mágica
Data real: 17/11/2007

14 julho 2008

Réplica

Palavras de Soraneide

Protesto: falo muito no Bressane pelo talento que a ele atribuo...

Postado: Quase imediatamente
Hora : Agora
Data Real : Real mesmo!

02 julho 2008

HQ

Só sei que hoje é sábado e com essa fixação ou determinação por levar a sério esse lance de escrever, decido ler alguns blogs - os verdadeiros.

Ligo o laptop e ainda deitada começo a navegar. Mas o que ler?
É... não sei , mas estava com o nome de Ronaldo Bressane em mente – A Soraneide* fala muito nele por conta de seu marido, pretenso poeta ou reclamão de todas as horas – não me lembro bem.

Resolvo começar minha empreitada pelo dO Impostor, e em questão de segundos já havia visitado uns trinta blogs, entre eles o do “pretenso poeta”, que comentarei em uma outra oportunidade, mas lendo lá e acolá, um me chamou atenção: “Pensar enlouquece – Pense nisso” e dentre as postagens, uma que dizia assim: “ Desencontro do amor no Grand Canyon”* com uma imagem do Papaléguas e do Coiote, mas como não gosto muito deles não dei muita importância, corria os olhos, simplesmente, quando li: “ A tira mais triste de todos os tempos” e “ Charlie Brown, a garotinha ruiva e o tal amor” pensando se tratar de uma última tira* que tinha lido há algum tempo atrás que falava de Schulz e sua aposentadoria resolvi ler e com apenas um click me deparei com os quadrinhos de Calvin & Haroldo que não sei se neste blog (impresso) posso desenhar, (no caderno desenhei aqui recortei e colei) mas como o blog é meu . Lá vai a tirinha.


Por horas fiquei observando aquela tira, lia e (re) lia, e algo me tirava daquele transe assim como com Calvin, algo real, maduro, exigente e dominador. Seria o tempo?
Acho que naquele momento e por alguns instantes pude me sentir gente "grande" novamente.







Postado: Por Wacinom 32 anos
Hora: Em que por minutos fui “grande”.
Data real: 17/11/2007


01 julho 2008

Senhas

Enquanto uns andam pelo mundo prestando atenção em cores de Almodóvar, em cores de Frida Khalo, em cores, eu ando pelo escuro a procura dos sentidos, do sentir.
Ando em meio de gente “inteligente”, “descente”, porém descrente de seu viver, sem saber como fazer isso, ou aquilo, obrigada a andar, se portar e compactuar com tudo aquilo que foi seu passado, à margem de seus antepassados.

Do que valem as cores de Almodóvar?
E as de Frida Khalo?
As dores são iguais.
Doem.

Sucumbimos a maquinanalidade, a velocidade, aos transgênicos, ao efeito estufa e
a globalização a todo custo.
Do que vale a inclusão social? (inclusão está em alta ultimamente)

Inclusão de quem mesmo?


Postado: Um dia desses.
Hora: As ...
Uma hora qualquer

16 junho 2008

Depois do Back

Realmente não sei lidar com essa tal morte, mas enquanto meu coração pesa e dói por saber que um amigo se foi, ao mesmo tempo consigo sorrir... É o circo.


"Uma pirueta
Duas piruetas.

Bravo! Bravo!”

A vida é mesmo um espetáculo , em que as cortinas nunca se fecham e por mais que a dor persista, o riso permanece.
Vida, espetáculo sem fim.

Dedicatória ao amigo, o qual jamais esquecerei o sorriso.

Postado: 07/11/2007

Nem Um Dia

Hoje começo de uma forma diferente...

Mudaram as estações, e algo mudou, hoje pensei em você e sei, algo aconteceu.

É... o para sempre, sempre acaba

E mesmo com tantos motivos para deixar tudo como estava você meu amigo não conseguiu e levou tudo às últimas conseqüências com grande eloqüência de uma maneira que só os loucos de verdade tem coragem de fazer.

Tá tudo assim tão diferente.

Hoje me fez entender, nem tudo é para sempre e que o para sempre, sempre acaba.
Meu colega se foi, porque quis ir ao encontro do seu Eu, amigo qualquer dia a gente vai se encontrar.

Hoje fiquei sabendo que André colega de faculdade se foi.

André me perdoe, não consigo mais ...

Postado: 07 de novembro 2007
Hora: 19hs00
Local : Center Ban campus Marte da Universidade Bandeirante de São Paulo.

18 maio 2008

Será?

"Para quem ama, não será a ausência a mais certa, a mais eficaz,a mais intensa,a mais indestrutível,a mais fiel das presenças?"

Marcel Proust


Postado por: Já não sei
Hora: Em que não tinha palavras
Data real: 18/05/2008

Pedaço de mim


AUSÊNCIA

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade

Postado por: Alguém ausênte de si
Hora: Que importa?
Data real: Hoje mesmo. Será? Não sei.Não estou

Eu Que Não Amo Você


AS SEM-RAZÕES DO AMOR


Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.

Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade


Postado Por: Eu, sem Amar

Data real: 18/05/2008

16 março 2008

A Lírica de Schulz

Hoje não sei como começar, mas algo de inusitado aconteceu... é aconteceu.
Viram? Estou dando voltas até que pense como narrar aquela manhã de sábado – acho que ainda feriado prolongado , o tal finados*.

Acordei ... e como estava sem conexão, fui até a sala para usar o computador, quando vejo na tv (canal aberto não tenho tv a cabo) o desenho do Snoopy ou se preferirem a turma do Charlie Brown, achando que se tratava de um desenho curto sento no braço do sofá para dar uma espiadinha e quando reparei já estava confortavelmente deitada – isso é uma raridade.

Sempre gostei desse desenho, mas parecia a primeira vez que o assistia – acho que era mesmo – pois jamais reparara na trilha sonora, nos detalhes de pano de fundo, nas personagens e todo o resto. Acho que nunca tinha assistido, pois quando se é criança tudo é diversão. Pena que a gente cresce!

É claro que Charlie está desolado sentado à porta quando chega Paty Pimentinha para tentar anima-lo e o convida a ir ao parque de diversão – Não me lembro, mas acho que ela é apaixonada por ele-, no parque ela pergunta: “ O que e amor para você Chuck?”


“ É... Hum... Meu pai tinha uma carro 1964 e dava carona para uma moça, quando chegava ele saía do carro dava a volta e abria a porta, dava a volta por trás e quando chegava ao outro lado ela esticava seu braço, fechava a porta e ficava fazendo careta para ele que ficava parado rindo do lado de fora (...). Eu acho que isso é amor!

Todas aquelas palavras me tocaram – ainda bem que cresci. O que Schulz realmente quisera dizer com tudo aquele lirismo?
Será que amor é como uma carona? Você tem por um tempo, mas depois um dos dois se muda e “puft”, já era a carona?
Não. Acho que é mais do que isso. Amor é uma carona para qualquer lugar, desde que esteja preparado para as caretas do trajeto ou das caretas fazer sempre um motivo para sorrir.
Tudo isso é possível. O primeiro passo é aceitar a carona!

Há outra frase de Charlie que me chamou a atenção: “ Porque não podemos reunir todas as pessoas que gostamos no mundo para ficar todos juntos? Alguém sempre diz adeus!”
É aquilo que falava sobre a carona.

“ Sabe o que eu preciso?
Dizer mais olá”


Postado: Por esses dias
Hora: Por essas horas
Data real: 04/11/2007

09 março 2008

Vou-me embora para Balada

Vou-me embora pra Balada
Lá sou amigo do DJ
Lá tenho a mulher que quero
Na mesa que escolherei
Vou-me embora pra Balada

Vou-me embora pra Balada
Aqui não tem VIPs
Lá a resistência é uma ventura
De tal modo inconseqüênte
Que Fabiana a louca que dança
E Carlinha alta e irreverente
Vêem a ser atraente
Quando a hora é livre

E como beberei Antártica
Mostrarei minhas facetas
Horas parecerei burro-bravo
Horas subirei no pau sem sebo
E darei banhos ao vomitar
E quando estiver cansado
Deito no meio fio
Mando chamar meu primo
Pra minha conta pagar
Vou-me embora pra Balada

Na Balada tem tudo
É outra curtição
Tem vodka com gelo puro
Que te deixa sem noção
Tem cigarro aromático
Tem debilóide a vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente azarar

E quando estiver mais bêbado
Mas bêbado de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de chorar lembrarei
Sou amigo do DJ
Terei a mulher que quero
Pra fazer o que não conseguirei
Vou-me embora pra Balada.


Postado: no mesmo dia ... mas... ah! Sei lá
Hora: Em que todos foram embora
Data real:01/11/2007

02 março 2008

Finados

O Tão Esperado Feriado

Tudo parecia normal, pela manhã todos executando suas tarefas como sempre, tudo aparentemente tranqüilo, faço o de sempre como sempre.Só não tomo café, pois já havia feito – fato não tão mais descabido, pois teria agora outro estímulo para fazê-lo tão cedo, mas deixemos o café de lado.Voltemos para cena anterior quando tudo estava bem até o momento em que todos começam chegar. É ... Acho que esse foi um dia de atrasos e como num passe de mágicas todos começam a falar ao mesmo tempo. A-di-vi-nha? O feriado de finados.




Que saaaaaaaaaaaacooooooooooo! Principalmente porque não viajo, nesses dias eu prefiro ficar em casa, sem falar que não iria à faculdade, perderia minhas aulas prediletas e não tomaria meu café da manhã, mas é feriado prolongado dia de lavar o carro, de assistir a todos os esportes na tv, ouvir Roberto Carlos ao fundo de várias batedeiras e liquidificadores vizinhos, sem falar que se houver sol, o melhor mesmo e lavar roupa.O Bom é que logo depois disso a tarde começa a cair com um novo perfume, de um lado laranja, chocolate com baunilha do outro, e mais amaciante e sabão em pó, sem falar de cera, que de tanto lustrar já nem deveria mais estar no carro, o lado bom do feriado!
Há algum?
Retornando ao tão esperado feriado não escuto outra coisa a não ser: “ E aí vamos pra balada? Meu! Cê tem que ir Cara! É VIP,vai ficar em casa morgando no feriado?”
Será que sou obrigada a ficar ouvindo isso? Ô falta de escolha – ainda bem que não sou surda.
E aquilo tudo começou a me contagiar, não sei se positivamente, mas só sei que não agüentava mais ficar sentada contando meus canhotos – outro porre.
Ah! Que vontade de ir embora, não conseguia trabalhar mesmo, infelizmente não podia – sou celetista lembram?
Pois aceitando esse fato – mas não conformada – verifico meu correio eletrônico para saber se havia alguma mensagem ... Várias, mas nenhuma que eu quisesse realmente ler, então começo a fuçar nos verdadeiros blogs, o que me tornava ainda mais inquieta.
A vontade de ir emboraaaaaaaaaaaaaa! Continua....
Jogo a palavra embora em um site de busca e aparece o poema: Vou me embora para Pasárgada* - e o assunto do feriado não cessava. Nesse ínterim leio o poema e uma crônica da qual já falei As minhas Senhoras* e por aí vai seguindo a tarde entre um poema, um telefonema aqui, outro lá.
Mas agitação crescia a cada hora passada.
Que saaaaaaaaaaco!O que faço?
Não gosto de feriados principalmente finados que sempre chove, mas não podemos negar fato de que seja tão esperado.
De repente, não mais que de repente ao ler Bandeira me pego trabalhando na construção de uma paródia Vou me embora para Balada* minha amiga da baia ao lado me olha de maneira estranha e diz: “ só você para ter essas idéias” ou pior “você é louca”.
Acho que Poe (Edgar Allan Poe é... aquele que escreveu o "Corvo" ou se preferirem " The Raven") se orgulharia de mim nesse momento, pois enfim saiu a paródia a custa de muito trabalho não inspiração (risos, muitos rioso), pois escolhi a dedo cada palavra (quer saber mais sobre inspiração X transpiração? Vai lá e dê uma olhadinha em Filosofia da Composição*)

Enquanto uns se preocupam com a “balada” outros choram por seus finados.


Postado: hoje mesmo, mas construído... ah! você já sabe ...
Na véspera do feriado de finados.
Data real:01/11/2007

26 fevereiro 2008

Crônica da Crônica

As Senhoras da Sala
No meu último Post – chamam assim na net– O Flash Black* , queria apenas relatar uma simples e comum ida ao cinema em um mais simples ainda, sábado à tarde, mas acabei falando das “Senhoras da Sala” é, da Sala São Paulo* acho que a coisa pendeu para outro lado por ainda ter em mente a crônica de uma colega de trabalho – já disse que trabalho na Sala São Paulo? – “As minhas senhoras*” que se ela me permitir trago na íntegra depois, mas vai uma prévia, (não seria melhor fazer um hiperlink, afinal se trata de um blog?) enfim, a crônica começa assim: “As velhinhas da Casa Verde: sempre arrumadas, andando apressadas em direção à igreja para a missa dominical”.
É, ainda em meu inconsciênte, que não só por se tratar de vovós, era muito mais do que isso, “porque elas eram minhas”.

As Senhoras da Sala São Paulo, representadas por Dona Gaetana (será que posso usar nomes reais?) que tudo sabia daquela orquestra tão ovacionada em diversas partes do mundo.Há quem dissesse que se um dia a Sala São Paulo pegasse fogo, era só ir à casa de Dona Gaetana que recuperariam todas as informações.Sem falar de Dona Mariazinha que salvo o erro – não sou muito boa com datas e idades – com seus oitenta e quatro anos e que ainda fazia questão de dirigir seu carro para apreciar seus tão esperados concertos.
Há também aquelas que me paravam no Foyer – “Você ficou sabendo? Estou solteira agora! Não me diga que seu marido faleceu? Não, o mandei para casa do meu filho mais velho!" (Como eu conseguia ser tão desagradável?) Ou então “Vou viajar no próximo mês. Nossa que bom não é? A senhora vai descansar um pouco? Não minha filha, vou fazer um tratamento contra câncer".Mais uma vez, olha eu dando mais um fora.Mas como nem tudo é só desgraça, me paravam também aquelas que faziam questão de me pagar um café – quem é que disse a elas que eu tomo café?- ou para comentar da peça do dia anterior no Teatro Municipal* da qual eu nem sabia.

É...
Senhoras, velhinhas, vovós, seja no cinema, na Sala, na Casa Verde ou em qualquer parte, elas com suas histórias, medos, anseios, defeitos e confeitos, adoçam nossas tardes de sábado.

Postado: Sábado, que não fui à Sala
Hora: Doce
Data real: 03/11/07

24 fevereiro 2008

O Flash Back

Como essa idéia de um Blog impresso * já estava há algum tempo me rondando, escreverei um “blogue” retroativo, sem precisar datas e horários, afinal não me lembro o que comi ontem, mas nem por isso deva ser deixado de lado.

Acho interessante que o passado não seja descartado, mesmo porque, do que é feito futuro se não de escolhas feitas no passado?
Então vamos ao passado, ou melhor, voltemos a ele.

O Passado ou El Passado* é também o nome do mais recente filme dirigido por Hector Babenco * o qual inda não pude assistir, mas falando em cinema não posso deixar de contar o que foi essa aventura, naquele sábado, que depois de anos trabalhando sem folga no domingo o dia mundial do DSR – descanso semanal remunerado -, é sou celetista (quis dizer que trabalho sob regime CLT – Consolidação das Leis trabalhistas), que dirá num sábado.

O primeiro sábado... O que fazer?
Antes mesmo de sair do curso que faço na USP, já estava decidida a passar o resto da tarde no cinema, aproveitaria para saber no que consistiria uma mostra internacional de cinema além de nos trazer filmes de roteiristas desconhecidos (Ô falta de cultura!) e de outros países e quem sabe ficar mais antenada com o que acontecia ao meu redor.


Disparei rumo ao cinema, nossa! Tantos filmes que gostaria de assistir, tantas pessoas falando ao mesmo tempo, bilheteria especial para clientes daquele banco, para a mostra, para o circuito. Meu Deus que loucura!
Só queria assistir a um filme, e em meio a potes de pipocas com cheiro de manteiga derretida e “stacks” de latas daquele refrigerante sendo aberto e que fortemente misturado com o aroma intelectual de cafezinhos expressos, escolho o primeiro filme do qual me lembrava do trailer “Pequena Miss Sunshine” * vencedor de dois Oscar, enfim, consegui e sem saber que horas eram, fugi para a tal sala, pois precisava me livrar daquele povo que pensa que é cinéfilo metido a cinemeiro, vejo uma fila enorme – daquelas que há em dia de pagamento de aposentadoria – essa é a fila para Miss Sunshine ?
Não! E Para Piaf – Um hino ao amor* .

Não posso negar que senti um grande alívio, pois não resolveria de nada não trabalhar aos sábados se continuasse a encontrar o mesmo público, as senhoras do sábado a tarde,
As senhoras da Sala*”, por fim achei a sala que ainda não estava aberta, mas vendo meu desespero estampado no rosto por estar em um lugar não habitual e sozinha, o simpático menino dos bilhetes profere as palavras salvadoras : “ a sala está liberada”, entro, me acomodo na última fileira, tiro os sapatos e as meias e as guardo na mochila e enquanto a sessão não começava continuei a ler ( O Simbolismo* ), mas logo fui interrompida por duas senhoras a conversar, então começo a prestar atenção nos casais que começam a chegar: primeiro duas senhoras, depois duas senhoras e mais duas senhoras e ainda mais duas senhoras é, duas senhoras, logo mais um senhor com um pote enorme de pipocas amanteigadas e um litro de refrigerante – á esquerda - , e à direita uma menina sozinha, com óculos de armação grossa e escura que também lia ( Eu sei que vou te amar * ).
A essa altura eu já estava rezando.
“Minha netinha que graça! É tão educada para tuuuuuudo pede por favor”
AH! E o Pedro Henrique faz questão de se vestir igualzinho ao pai, sem falar de Lúcia Helena que não sai de casa sem estar devidamente maquiada e penteada, vê se pode, essas crianças!”
E agora além de rezar estava decidida a perguntar: Eles voam? Não? Que pena ! Então são normais.
Confesso, foi uma aventura e tanto, muito me aperfeiçoei sobre os costumes infantis do novo século, será que a Glorinha Kalil tem uma coluna Kids? Não?
Vou pedir a ela para que faça uma então!
Mas enquanto isso não acontece...
Que Saudades das “Senhoras da Sala*”.

Postado:Hoje
Hora:Quando terminar de ler dá uma olhadinha no relógio vai!
Data real: 03/11/2007

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails